100 Anos de Imigração


Publicado em  30/04/2008 23:49

Cerca de 70 voluntários ajudaram nas comemorações em Kobe

Em sistema de revezamento, integrantes da CBK organizaram reuniões semanais por mais de um ano

Kinki , Hyogo , Kobe - Priscila Hayashi/ipcdigital.com

Edson Xavier/ipcdigital.com
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Marina Matsubara, presidente da CBK e idealizadora da festa

Para a realização do Festival do Centenário da Emigração, foram mobilizados cerca de 70 voluntários, entre japoneses e brasileiros. Em sistema de revezamento, integrantes da CBK (Comunidade Brasileira de Kansai) e estudantes brasileiros bolsistas e universitários japoneses voluntários, organizaram reuniões semanais por mais de um ano para acertar todos os detalhes do evento.

O objetivo do festival foi centrado em apresentar aos japoneses um pouco da cultura brasileira. "Nossa cultura vai além de samba e capoeira", diz a brasileira Marina Matsubara, 54, Presidente da CBK e idealizadora do Festival do Centenário de Emigração. "Queremos tirar essa imagem negativa que as pessoas carregam da emigração dos japoneses e da imigração do brasileiros para cá", diz ela.

Segundo Marina, as dificuldades mostraram-se grandes no início e a busca por apoio e patrocínio foi um desafio enfrentado pela equipe. "Após conseguir o apoio do Consulado Brasileiro em Nagoya, as portas começaram a se abrir".

"Ver todas essas pessoas passar pelo evento hoje é uma sensação tão gratificante que não tem preço e posso afirmar que valeu o esforço, pois a festa foi feita para elas", afirma a brasileira.

Trazer atrações para o Festival do dia 12 ao dia 28 em locais diferentes, exigiu muito trabalho da equipe de Marina. Foi preciso pensar na locomoção dos visitantes, no transporte público, no trânsito, na segurança.

Para ela, o balanço do evento foi muito positivo. "Espero que o Festival do Centenário seja um evento inesquecível em nossa história no Japão. Além de atingir outras províncias fora de Hyoogo, nossa festa chega também no Brasil, mostrando o nosso trabalho aqui".

"Agora, eu torço para que este evento não termine hoje". A vontade de Marina é que todos, japoneses ou brasileiros, compreendam a história da emigração para poder aprender com ela. "É possível construir um diálogo com os japoneses e participar de forma ativa na comunidade. Vamos batalhar para que isso aconteça daqui para frente e nas próximas gerações, por um espaço melhor para brasileiros e japoneses conviverem juntos", encerrou Marina.


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