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Miyazawa na Praça do Japão em Paraná
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Hoje, dia 22, acontece um dos eventos culturais mais esperados do Centenário de Imigração Japonesa. É o show do cantor japonês Kazufumi Miyazawa e da banda Ganga Zumba, no Guairão, Curitiba (PR). Miyazawa é um expoente da World Music apaixonado pela música latina.
Com o grupo Ganga Zumba, fundado em 2006, formado por 10 músicos de diversas nacionalidades, incluindo o guitarrista Hiroshi Takano, o percussionista Marcos Suzano e o tecladista Fernando Moura, Miyazawa mistura vários elementos com originalidade do Groove. "Shima-Uta" (Canção da Ilha), seu maior hit com versões em diversos idiomas, já vendeu 1,5 milhão de cópias.
Na adolescência o cantor foi influenciado pela música americana e inglesa. Tudo mudou em 1997, quando gravou o disco Afrosick, com participação de Carlinhos Brown, Paulinho Moska, Pedro Luis e a Parede, e Lenine. Esses parceiros se apresentarem com ele em shows no Japão e no Brasil.
O gosto pela música brasileira nasceu com a audição de discos de bossa nova. Depois conheceu o som-invenção de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Ao ver um show de Gil ficou interessado no percussionista Marcos Suzano. Ligou para ele e começou uma parceria musical que dura até hoje.
Miyazawa foi ao Brasil pela primeira vez em 1994, a passeio. As idas e vindas já passam de 20.
O nome da banda Ganga Zumba é uma homenagem a Zumbi dos Palmares. O maior sucesso, de Miyazawa, Shima Uta, mostra seu gosto pelos ritmos mais dançantes e pela música tropicalista. A canção fala de Okinawa, conhecida por ter sido refúgio de imigrantes do mundo todo no Japão.
Os versos da canção falam do vento que desfolha uma flor típica de Okinawa (deigo), uma metáfora para a tempestade histórica enfrentada pelos okinawanos na Segunda Guerra Mundial. Okinawa, sendo o arquipélago situado no extremo sul do Japão, tornou-se o único local de combate terrestre no Japão durante a Segunda Guerra Mundial, onde inúmeros civis foram sacrificados. Depois da guerra continuou sob o domínio norte-americano por muitos anos e só voltou a ser parte do território japonês após 1972
No show, Miyazawa reforça a tendência para o regaste da música tradicionalista ou de raiz, como querem os contemporâneos, apresentando uma composição especialmente criada para o Centenário da Imigração Japonesa, "Ashiato no Nai" (Caminho sem Pegadas), em parceria com Hiroshi Takano. "Uma mistura de sakura e ipê", explica com simplicidade o poeta que capta com exatidão um sentimento universal.