Os dois aeroportos internacionais da capital japonesa não podem atender ao pedido de companhias aéreas internacionais e inibem a concorrência no setor aéreo japonês, afirmou no dia 16 o jornal econômico Nikkei.
A escassez de aeroportos no Japão contrasta com a intensa concorrência registrada no restante do mundo, disse o jornal em seu editorial.
Enquanto as companhias aéreas dos Estados Unidos e Europa têm acordos de "céu aberto" (open skies) para voar ida e volta entre qualquer ponto de seus respectivos territórios, o Japão continua apegado às suas regras.
A firmação de acordos semelhantes é proibida no Japão pelo limitado número de compartimentos nos dois aeroportos de Tokyo, que já estão ocupados pelas principais companhias aéreas mundiais.
No Aeroporto de Narita (Chiba) cerca de 40 companhias aéreas internacionais esperam ter acesso, diz o jornal, que destaca a ausência de uma rota direta entre Narita e Dubai, capital dos Emirados Árabes Unidos e um dos centros econômicos do Oriente Médio.
O governo do primeiro-ministro Shinzo Abe busca transformar o Japão na "Porta da Ásia" e prepara um plano com esse mesmo nome no qual pede a liberalização dos aeroportos regionais do Japão a fim de revitalizar as economias locais.
Mas, segundo Nikkei, a expansão de Narita e Haneda, o segundo principal aeroporto de Tokyo, prevista para 2010, será insuficiente para enfrentar a acelerada demanda.