O apoio ao governo de Yoshihiko Noda caiu para 47,1% em comparação aos 62,8% que tinha quando chegou ao poder há dois meses, segundo pesquisa encomendada pela agência local Kyodo. Os dados mostram também uma queda de mais de 7 pontos em outubro, quando 54,6% dos entrevistados expressaram seu apoio ao gabinete de Noda. O premier assumiu o posto em 2 de setembro para substituir Naoto Kan, demitido em função da queda de popularidade que marcou sua gestão durante o terremoto de 11 de março e a crise nuclear de Fukushima.
Nesses dois meses, o novo primeiro-ministro reiterou seu compromisso de trabalhar pela reconstrução das zonas afetadas pela tragédia e pela resolução da crise de Fukushima, salientando a necessidade de cuidar das contas do Japão, país industrializado com a maior dívida pública.
Nesse sentido, Noda é defensor de uma impopular reforma fiscal para aumentar gradualmente o imposto de 5 para 10% até o ano fiscal de 2015, um compromisso que transmitiu para a comunidade internacional na recente cúpula do G20 Cannes.
Segundo a sondagem, 50,4% dos entrevistados apoiam a proposta de aumento dos impostos enquanto 48,1% desaprovam. Os japoneses mostraram também opinião dividida sobre a possível participação de seu país no Acordo de Parcerias Trans-Pacífico (TPP, na sigla em inglês) que busca criar uma zona de livre comércio entre os países da Ásia-Pacífico. A possível entrada no Japão nas negociações, muito criticada pelo setor agrícola, é apoiada por 38,7% dos japoneses enquanto 36,1% se opõe segundo a sondagem.
Participam do processo de negociação atualmente Austrália, Brunei, Chile, Malásia, Nova Zelândia, Cingapura, Estados Unidos, Vietnã e Peru.