A Comissão Internacional de Não Proliferação e Desarmamento Nuclear (CINPDN), se reuniu no domingo (18) em Hiroshima e exigiu a redução de 20 mil ogivas nucleares para menos mil unidades até 2025.
Esta é a proposta mais audaciosa que o organismo elaborou até agora e tem como meta estimular o debate internacional sobre a não-proliferação nuclear.
A CINPDN espera discutir até terça-feira (20) medidas concretas para reduzir o número de armas nuclares e restringir seu uso.
Esse foi o quarto encontro desde a criação da Comissão que tem como cenário Hiroshima, a primeira cidade a sofrer um bombardeio atômico no final da Segunda Guerra Mundial, em 6 de agosto de 1945, três dias antes de Nagasaki.
O objetivo do encontro é buscar formas para atingir um mundo sem armas nucleares que também é a meta do presidente dos EUA, Barack Obama, decidida no início do ano.
A Comisão é formada por delegações de mais de 10 países e foi criada com base na proposta do primeiro-ministro autraliano, Kevin Rudd, durante visita a Hiroshima, em junho de 2008.
O organismo também pretende propôr mudanças no Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNPAN) assinado em 1968, que não foi ratificado por potências como Índia, Paquistão e Israel, e que será revisado em 2010 pela Organização das Nações Unidas (ONU).