A prisão de um adolescente que decapitou a própria mãe e levou a cabeça cortada a uma delegacia de polícia, para confessar o crime bárbaro às autoridades, chamou a atenção da sociedade para o crescimento do número de casos desse tipo no Japão, em que crianças são vítimas de seus pais ou quando filhos acabam assassinando seus genitores, relatou o jornal Mainichi no dia 16.
As estatísticas nacionais do esquadrão da polícia japonesa mostram que os assassinatos cometidos por jovens diminuíram nos últimos anos, mas os incidentes em que o ataques eram contra os pais do adolescente não fazia parte dos levantamentos.
Entre 1997 e 2001, a quantidade de casos em que jovens mataram ou tentaram matar seus pais chegava a oito por ano. Em 2002, o índice da violência baixou para três, mas em 2005 e 2006 o número de assassinatos ou tentativas de assassinato pularam para a casa dos 17 ao ano.
Engrossam essas tristes estatísticas casos como o de um adolescente de 16 anos que cursava o primeiro ano da Kookoo, na província de Nara, e acabou matando a mãe e seus dois irmãos mais novos em um incêndio, em junho de 2006. Na época, o estudante relatou que sofria pressão do seu pai, um médico, para também se transformar em um profissional da medicina.
Em outro incidente, ocorrido em agosto o ano passado, um estudante de Hokkaido da mesma idade, também aluno do primeiro ano da Kookoo, acabou matando a mãe por causa do divórcio de seus pais. Na província de Chiba, um mês antes, uma menina de 19 anos assassinou o pai queimado. Já em setembro, um garoto de 15 anos atacou a mãe com uma faca porque a mesma fez uma advertência ao filho sobre os seus estudos.