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Reuters
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O primeiro-ministro Shinzo Abe cumprimenta seus simpatizantes durante campanha eleitoral em Tokyo, no dia 12
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A campanha eleitoral para decidir a nova composição do Senado japonês começou oficialmente nesta quinta-feira (12), faltando apenas 17 dias para as votações do próximo dia 29, quando será decidido o nome dos 121 novos parlamentares que ocuparão metade dos 242 assentos da Câmara Alta.
No total, 377 candidatos estão competindo nestas eleições, onde está em jogo o "controle" do Senado, até agora liderado pela coalizão governista formada pelo Partido Liberal Democrático (PLD), legenda do primeiro-ministro Shinzo Abe, e pelo Novo Komeito, segundo a emissora pública de televisão pública NHK.
A Câmara Alta japonesa realiza eleições parciais a cada três anos, quando são eleitos metade dos senadores da Casa, que cumprem mandato de seis anos.
Até o momento, o PLD possui 109 representantes no Senado, enquanto o principal partido de oposição, o Partido Democrata, tem a segunda maior representatividade, com 83 parlamentares. A legenda aliada do Governo, o Novo Komeito, é representado por 23 pessoas, enquanto o Partido Comunista do Japão (PCJ) tem nove senadores. Seis são do Partido Social Democrata, quatro do Novo Partido dos Cidadãos e seis não possuem legenda, ao passo que dois senadores estão licenciados do cargo.
A coalizão governista precisa obter 64 representantes (dos 121) para garantir o controle da Câmara Alta, enquanto o seu principal opositor, o PJD, necessita eleger 59 senadores para ter o controle do Senado. Isso é o que mais teme o primeiro-ministro Shinzo Abe, já que a oposição certamente impediria as reformas defendidas pelo premier.
A abertura da campanha, nesta quinta-feira (12), foi centrada no problema das pensões - eleito o "cavalo de balhata" dos comícios -, depois da desastrosa gestão do Ministério da Fazenda, que perdeu a relação das contribuições públicas de 50 milhões de japoneses para a Previdência Social.
Tanto Abe como Ichiro Ozawa, líder do PJD, querem transformar essas eleições em um plebiscito sobre sua continuidade à frente de suas respectivas funções. No caso do primeiro-ministro, tem se especulado inclusive a sua demissão, caso ele não obtenha nas urnas o apoio dos eleitores nipônicos.
A gestão de Shinzo Abe passa atualmente pelo menor nível de popularidade desde que o premier assumiu o controle do país, há nove meses.