Tanto o PS3 como o Wii foram muito esperados. Ambos chegam às lojas um ano depois do lançamento do Xbox 360, da Microsoft, mas a tempo para se transformar em dois dos presentes mais cotados da temporada natalina.
O lançamento, de qualquer forma, representa a transição para uma nova era no mundo dos videogames que trará a oportunidade para os usuários de aproveitar os últimos avanços do software e do hardware.
E não só os consumidores esperavam este lançamento com água na boca.
A indústria do videogame, de US$ 25 bilhões, precisava de um empurrão para sair do atual buraco com a queda das vendas, em antecipação dos novos consoles de próxima geração.
A Sony larga em desvantagem neste novo capítulo da "guerra dos videogames", não somente pelo atraso no lançamento de seu principal produto e pelo seu alto preço (o PS3 mais caro custa cerca de US$ 600), mas também porque é esperado que - da mesma forma que ocorreu com seu antecessor, o PS2 - as reservas do PS3 acabem rapidamente.
Por outro lado, o PS3, que já é vendido no Japão, tem alguns problemas técnicos, pois não admite vários jogos de suas versões anteriores.
Existem quase 8 mil jogos para PS1 e PS2, mas não se sabe, pelo menos por enquanto, quantos deles não funcionam com o novo modelo.
Durante o último ciclo de videogames, que começou seis anos atrás, o PS2 foi o grande vencedor, com 111 milhões de unidades vendidas no mundo todo, muito acima do segundo colocado na disputa, o Xbox, que vendeu 24,6 milhões, e o Nintendo GameCube, com 21,2 milhões.
Mas desta vez os analistas prevêem que a concorrência entre os três será muito mais acirrada, com a Nintendo e a Microsoft se aproximando perigosamente da Sony.
As três gigantes estão adotando estratégias muito diferentes das utilizadas naquela ocasião.
O Nintendo Wii, o mais barato deles - custa US$ 250 - tem um controle muito pouco convencional, tão sensível ao movimento que permite aos usuários jogar com todo o corpo e usar um taco de golfe, atirar uma flecha ou lutar com uma espada.
A multinacional acredita que este tipo de interação com o produto gera um nível de aproximação com o jogo muito maior que o existente até hoje.
"Você não joga, você sente o jogo", disse Anka Dolecki, relações públicas da divisão americana da Nintendo.
Enquanto isso, o PS3 se baseia num grande poder de computação que permite que os jogadores desfrutem de gráficos e movimentos muito realistas e efeitos sonoros igualmente avançados.
Jack Tretton, executivo da Sony nos EUA, assegurou que o potente processador do produto fará a cabeça dos clientes.
"Não são só os gráficos. Tudo isso dará lugar a uma experiência de imersão que acreditamos que só o PS3 proporcionará", apontou Tretton.
Já o Xbox 360 é um potente centro de entretenimento que permite reproduzir fotografias, músicas e vídeos, além de ter acesso a outros aparelhos como câmaras digitais e computadores, e à própria internet.
Estas características transformam o console numa peça fundamental do famoso "lar digital" que a Microsoft tem em mente para o futuro, em que os games se integram com a música, os computadores pessoais e os programas de mensagens instantâneas.
Mais que isso, a Microsoft aposta no componente online, o Xbox Live, que permite o download de filmes de alta definição e programas de televisão e, principalmente, a conexão com a comunidade de usuários que podem competir entre si em jogos como Halo 2 e chats online.