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Reuters
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Ex-escravas sexuais da Coréia do Sul, que serviram aos militares japoneses durante a Segunda Guerra Mundial, em uma demonstração em frente à Embaixada japonesa em Sul
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O primeiro-ministro japonês Shinzo Abe afirmou no dia 26 que o resultado de uma votação no Congresso americano sobre a exploração sexual de mulheres por parte do exército japonês na Segunda Guerra Mundial, não influenciará nas relações entre Tokyo e Washington.
Abe disse que não tinha nada de novo a acrescentar pois sua posição sobre o caso foi explicada aos Estados Unidos em sua recente visita.
O comitê de Assuntos Exteriores do Senado dos EUA pretende votar uma resolução para pedir ao Japão uma desculpa clara às vítimas, conhecidas no Japão como "mulheres para conforto".
Em abril, antes de visitar os EUA, Abe disse à revista americana Newsweek que lamentava "profundamente a dor que tiveram de suportar (as mulheres) e nos sentimos responsáveis".
O premiê insistiu que seu governo apóia a declaração realizada em 1993 pelo ex-porta-voz do governo do Japão, Yohei Kono, na qual admitia e pedia perdão pelo envolvimento de militares japoneses nos casos das escravas sexuais.
Antes, no entanto, Abe havia provocado uma polêmica ao afirmar que não havia provas de que as autoridades japonesas estivessem envolvidas diretamente no recrutamento forçado de milhares de mulheres de vários países asiáticos para quartéis militares antes e durante a Segunda Guerra Mundial.
As reticências do Governo japonês em admitir a existência de escravas sexuais geraram críticas de seus países vizinhos, principalmente na China e Coréia do Sul.
Calcula-se que mais de 200 mil mulheres, muitas delas menores de 20 anos, foram escravizadas sexualmente pelo Exército japonês no período da guerra (1939-45).
As "escravas sexuais" vinham de países e regiões ocupadas pelo Japão durante essa época como Filipinas, Tailândia, Vietnã, Malásia, China e Coréia do Norte e do Sul.