O emissário dos Estados Unidos para o desarmamento nuclear da península coreana, Christopher Hill, anunciou no dia 23, após uma inesperada visita à Coréia do Norte, datas prováveis para o fechamento de uma usina nuclear do regime comunista e seu retorno ao diálogo multilateral.
O anúncio confirmou a atitude positiva da Coréia do Norte e renovou o otimismo. Mas foi recebido com cautela, já que o imprevisível tem sido a tônica nas relações com o regime comunista nos últimos cinco anos.
Hill, subsecretário americano de Estado para Assuntos do Leste da Ásia, fez seu anúncio em Tokyo, após passar dois dias na capital norte-coreana.
Sua visita foi a primeira de um funcionário americano da sua categoria desde outubro de 2002, quando o seu antecessor, James Kelly, esteve em Pyongyang.
A Coréia do Norte aceitou fechar o reator nuclear de Yongbyon "provavelmente em três semanas" disse Hill, em declarações publicadas pela agência japonesa "Kyodo".
Ele reafirmou a disposição norte-coreana de aplicar o acordo de 13 de fevereiro com a Coréia do Sul, China, Japão, Rússia e Estados Unidos. O país comunista se comprometeu a fechar instalações nucleares em troca de ajudas internacionais em forma de energia.
Os cinco países prometeram em troca do fechamento do reator de Yongbyon entregar à Coréia do Norte 50 mil toneladas de petróleo pesado. Outras 950 mil seriam entregues quando o regime de Kim Jong-il desmantelasse o resto de suas instalações nucleares.
"Esperamos o fechamento do reator de Yongbyon logo depois do acordo entre a Coréia do Norte e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)", disse Hill em Tokyo.
Uma equipe de inspetores chefiada por Olli Heinonen, subdiretor para Salvaguardas da AIEA, deve chegar à Coréia do Norte no dia 26. Os inspetores haviam sido expulsos do país em 2002.
Em relação à retomada das reuniões de seis lados, em Pequim, Hill falou da primeira metade de julho.
A data do futuro encontro foi confirmada por uma informação da agência norte-coreana de notícias "KCNA" (estatal). Segundo Hill, o encontro servirá para discutir a segunda parte do desarmamento nuclear da Coréia do Norte.
A "KCNA" divulgou declarações de um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores norte-coreano. A nota mencionou um encontro de ministros nas Filipinas, no início de agosto.
O Japão, porém, não ficou satisfeito com os resultados da visita de Hill à Coréia do Norte. O regime norte-coreano mantém a recusa a discutir o caso dos seqüestros de japoneses por seus espiões na segunda metade do século passado.
"Não posso dizer que tenho uma resposta para resolver o assunto dos seqüestros de japoneses" disse Hill.
O tom otimista sobre o desarmamento nuclear poderá ser confirmado nO DIA 26, quando a delegação da AIEA chegar à Coréia do Norte.