Mais de 13 horas diárias de trabalho e ¥ 350 para cada hora extra. Estas eram as condições sob as quais trabalhavam três chinesas em uma fábrica de costura em Misawa (Aomori). As mulheres vieram ao Japão sob o "Programa de Aprendizado para Estagiários Estrangeiros". Nos últimos anos vários casos semelhantes envolvendo abusos de estagiários estrangeiros têm sido registrados no Japão.
As três chinesas com idade entre 31 e 35 anos deixaram o alojamento da fábrica no dia 13 de novembro de 2006. Abrigadas por uma NPO, enviaram um fax explicando os motivos da atitude. "Estamos esgotadas de trabalhar por tantas horas diariamente", disseram, segundo publicou o jornal Mainichi no dia 14.
As chinesas, assim como centenas de outros estagiários estrangeiros nas mesmas condições, deixaram sua terra natal em busca de aprimoramento profissional e melhores condições financeiras. Geralmente as famílias desses estagiários arcam uma penosa dívida para cobrir despesas de viagem e custo de vida.
Segundo a informação do Mainichi, as chinesas trabalhavam das 8h às 23h, costurando e passando ferro em roupas. O salário no primeiro ano foi de ¥ 60 mil. Pelas horas extras recebiam ¥ 350.