Pelo menos 147 pessoas faleceram no Japão durante o ano fiscal passado, devido ao "karooshi" - a morte por excesso de trabalho -, informou no dia 16 o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar.
Além disso 66 pessoas se suicidaram ou tentaram por questões relacionadas com a pressão do emprego ou por trabalhar além do horário. Os números bateram um número recorde no Japão, segundo a agência de notícias "Kyodo".
No total, 355 trabalhadores vão receber indenizações do Governo japonês por terem sofrido problemas ou doenças derivadas do excesso de trabalho, principalmente casos de derrames cerebrais e ataques cardíacos. Dos afetados, 25% trabalham nos setores de transporte e telecomunicações, segundo o relatório.
Um porta-voz de Ministério da Saúde criticou o fato de que muitos japoneses "estejam trabalhando sob forte pressão e sejam exigidos deles resultados sem que em troca recebam apoio suficiente por parte da empresa".
Durante o último ano fiscal, 819 trabalhadores pediram indenizações devido a problemas mentais derivados do excesso de trabalho. Isto é um aumento de 25% em relação às estatísticas do ano anterior. Destas, 205 reivindicações foram aprovadas, 61% mais que no período de 2005-2006.
Em 1992, O Governo japonês reconheceu pela primeira vez que é possível morrer por falta de descanso, dando origem ao termo "karooshi" que virou sinônimo de morte por excesso de trabalho.