O índice de falências no Japão subiu 3,1% em abril, no comparativo com o mesmo mês do ano anterior. Estatísticas publicadas no dia 14 apontam que até o período em análise 1.121 empresas fecharam as portas, com maior incidência no setor de serviços. A indústria hoteleira, de acordo com a pesquisa elaborada pela Tokyo Shoko Research, foi a mais afetada.
Apesar desse incremento, os dados de abril são considerados os terceiros mais baixos para esse período nos últimos dez anos, segundo o informe da empresa de estatísticas.
O passivo deixado pelas firmas que "quebraram" no mês passado atingiu a casa dos ¥ 616,310 bilhões (US$ 5,179 bilhões), superando, pela primeira vez em três anos, os ¥ 500 bilhões (US$ 4,2 bilhões).
Apesar dos números, a agência encarregada pela pesquisa fez uma leitura positiva do resultado, devido ao crescimento da economia japonesa e das medidas postas em prática para apoiar as pequenas e médias empresas, o que, segundo ela, acabou favorecendo a gestão de muitas firmas.
As empresas que faliram com dívidas superiores a ¥ 1 trilhão (U$ 8,4 bilhões) foram 76 ao todo, 58,3% a mais que abril do ano passado. Esse foi o maior número dos últimos 12 meses.
Dos dez setores avaliados, os serviços financeiros e de seguros, transporte, construção, imobiliário, tecnologia da informação e minoristas reduziram a quantidade de empresas que declararam falência com relação a abril de 2006.