O governo decidiu na terça-feira (20) revisar a privatização da Japan Post, a maior empresa pública postal e financeira do Japão.
Segundo a Kyodo, o objetivo do governo de Hatoyama é deter o processo de divisão das operações dos Correios, decidido no governo Junichiro Koizumi, do Partido Liberal Democrata (PLD).
A medida freará o processo de transformação da maior empresa pública em quatro empresas com segmentos de negócios diferenciados e que antes integravam a maior poupança do mundo em valores.
Na opinião do governo Hatoyama, o processo de privatização dos correios, como foi definido, gera desequilibrio regional.
Em 2007, depois do impulso dado por Koizumi, os Correios começou a ser privatizado e reestruturado, processo que duraria 10 anos para ser concluído.
Desde que o Partido Democrático assumiu o governo no mês passado, o primeiro-ministro Yukio Hatoyama e Shizuka Kamei, ministro dos Assuntos Financeiros e Postais, revelaram a intenção de revisar o projeto de privatização dos Correios.
A empresa tem 25 mil agências e mais de 260 mil funcionários. Hatoyama espera que os serviços de correios e financeiros sejam feitos em conjunto dentro da rede postal e que cubra o todo país.
O objetivo do governo é continuar oferecendo serviços de qualidade e evitar as disparidades regionais entre as zonas rurais e urbanas do Japão.
Hatoyama criticou as reformas implantadas por Koizumi (2001-2006) e espera que o presidente dos Correios renuncie deixando o caminho livre para a revisão da privatização.
Kamei acha que a reforma dos Correios iniciada por Koizumi desviou seu objetivo inicial e coloca em risco o fornecimento de serviço bancários e postais em áreas menos povoadas do país. O ministro assegurou ainda que o governo não vai tentar recuperar o antigo Correios.
O plano deixado por Koizumi incluiu a divisão dos Correios em quatro empresas diferentes: correios, atendimento público, banco e seguros.
Hatoyama pretente incluir no plano de revisão a obrigação da empresa promover um serviço bancário e de seguro em todo país.
O gabinete tem até o final de outubro para enviar um projeto ao parlamento para revisar a privatização.