O primeiro-ministro, Yoshihiko Noda, ordenou ao ministro das Finanças, Jun Azumi, a paralização durante cinco anos de um plano de construção habitacional, valorizado em 10,5 bilhões de ienes, para servidores públicos em Asaka, prefeitura de Saitama, informou o Japan Times.
Noda tomou a decisão depois de visitar a obra em construção rejeitada pelos moradores da região. O projeto tem gerado polêmica já que as obras para edificação de casas provisórias aos desabrigados pela catástrofe de 11 de março ainda não estão concluídas.
A construção do complexo de apartamentos foi suspensa em novembro de 2009, durante o mandato de Yukio Hatoyama, quando foi considerada desnecessária. No entanto, a continuação das obras foi decidida em dezembro do ano passado e os trabalhos recomeçaram em agosto.
O Partido Liberal Democrático se opôs à retomada do projeto argumentando que os fundos destinados ao plano deveriam ser empregados na reconstrução do nordeste do país.
Noda lembrou que a decisão foi tomada antes do terremoto e insistiu no projeto. Mas parece que a opinião pública o obrigou a recuar.