Segundo Masami Hagino, da Motion Picture Association, entidade que cuida dos interesses das grandes indústrias cinematrográficas de Hollywood no Japão, atualmente encontram-se em estudo formas de também punir quem desrespeita a Lei de Direitos Autorais, como fazendo reprodução para uso próprio.
Hagino lamenta o aumento de casos de pirataria registrados nos últimos anos. Segundo investigações da polícia japonesa, acredita-se que a violação dos direitos autorais também se intensificou na comunidade brasileira. Em 2006 foram investigados dois casos envolvendo brasileiros e só este ano, foram quatro até a semana passada, sendo que dois só em outubro.
O responsável pela investigação da pirataria no Japão ressalva que não é somente a comunidade brasileira que viola a Lei de Direitos Autorais. A polícia investiga outros casos entre japoneses e estrangeiros de várias nacionalidades.
Desde 1º de julho, entrou em vigor penas mais pesadas a quem infringir a lei de direitos audiovisuais e cinematrográficos comerccializando DVDs pirateados. A pena é de prisão de até dez anos e multa de até 10 milhões de ienes. "Depois dessa mudança, ninguém escapou da condenação", diz Hagino.
O movimento para proteger os direitos autorais é uma tendência mundial. E no Japão, a situação não é diferente. A Associação de Direitos Autorais de Filmes Internacionais e do Japão acredita que, em 2005, a pirataria tenha custado às indústrias cinematográficas 15% de sua receita, estimada em US$ 742 milhões. As distribuidoras teriam perdido, naquele ano, US$ 216 milhões para os piratas.