Japão


Publicado em  08/02/2012 10:38

Inundações na Tailândia custarão US$ 9,1 bi às empresas japonesas

Toyota Motor, a mais afetada, deixará de ganhar 120 bilhões de ienes pelas interrupções na cadeia de provisão e a escassez de autopeças

- Efe

As inundações que assolaram a Tailândia no ano passado, paralisando diversas fábricas no país, reduzirão em cerca de 700 bilhões de ienes (US$ 9,14 bilhões) o lucro operacional das empresas japonesas neste ano fiscal, segundo cálculos publicados nesta terça-feira pelo diário econômico 'Nikkei'.
De acordo com o periódico, o fechamento temporário de muitas fábricas japonesas na Tailândia devido ao desastre se refletirá em lucro operacional 20% menor que o estimado para o ano fiscal de 2011, que no Japão se encerrará em 31 de março.
As enchentes, que afetaram o país entre julho a novembro, foram consideradas as piores na Tailândia nos últimos 50 anos e provocaram a morte de mais de 800 pessoas e o fechamento temporário de sete pólos industriais.
Entre as empresas japonesas mais afetadas está a Toyota Motor, que segundo a 'Nikkei' deixará de ganhar 120 bilhões de ienes (US$ 1,56 bilhão) pelas interrupções na cadeia de provisão e a escassez de autopeças.
A Honda Motor, que conta com uma fábrica na província de Ayutthaya, 150 quilômetros ao norte de Bangcoc, suspendeu suas atividades em outubro, o que representará redução de 110 bilhões de ienes (US$ 1,43 bilhão) em seu lucro operacional.
O gigante da tecnologia Sony teve de atrasar o lançamento de novos produtos, o que privou a companhia de comercializá-los no Natal e ganhar mais 70 bilhões de ienes (US$ 915 milhões), segundo o periódico.
Já a Panasonic foi afetada pela paralisação de fábricas de componentes de aparelhos digitais para o lar, o que se refletirá, segundo os cálculos da 'Nikkei', em lucro 60 bilhões de ienes (US$ 784 milhões) menor.
Além das inundações, as empresas japonesas tiveram que lidar este ano com a valorização do iene, que reduz seus lucros no exterior, e as consequências do terremoto, tsunami e crise nuclear que assolaram o nordeste do Japão em março de 2011.
Deste modo, pela primeira vez em 31 anos, o Japão, um dos maiores exportadores do mundo, fechou 2011 com uma balança comercial negativa ao registrar déficit de 2,49 trilhões de ienes (US$ 32,4 bilhões).


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