Japão


Publicado em  24/11/2011 16:14

Japão constata lenta melhora econômica, mas com restrições

Relatório mensal de avaliação econômica do governo aponta que embora os gastos das empresas estejam se estabilizando, foram observados recentes sinais de fraqueza no setor

- Efe

O governo do Japão constatou nesta quinta-feira que a economia do país está se recuperando lentamente, mas ainda persistem dificuldades devido à catástrofe do terremoto seguido de tsunami que atingiu o país em março, e há sinais de menores investimentos de empresários pelo arrefecimento das exportações e da produção.

Em seu relatório mensal de avaliação econômica, o Executivo japonês adverte que, embora os gastos das empresas estejam se estabilizando, foram observados recentes sinais de fraqueza no setor.

Em setembro passado, as encomendas de máquinas - excluindo as dos estaleiros e das elétricas - sofreram uma forte queda de 8,2%. Este indicador é considerado uma prévia dos gastos de capital das empresas japonesas nos seis meses seguintes, ao refletir seus investimentos e planos de expansão.

O governo estima uma baixa de 3,8% das encomendas para o quarto trimestre do ano, em meio ao arrefecimento das exportações e da produção industrial pelas dificuldades da economia global. "As pequenas e médias empresas mostram cautela para o futuro imediato", assinala o Gabinete japonês, que indica que as exportações ainda estão se estabilizando e a produção se recupera lentamente.

Como no mês passado, o documento aponta que as interrupções na cadeia de provisões causadas pelo terremoto e tsunami de março já foram solucionadas, mas as empresas japonesas com fábricas na Tailândia enfrentam agora as adversidades causadas pelas recentes inundações nesse país.

O relatório também alerta que a situação do emprego no Japão continua grave, embora o índice de desemprego tenha caído em setembro para 4,1% da população economicamente ativa, enquanto agosto registrou 4,3% e julho, 4,7%.

O governo destaca ainda que o consumo privado está se estabilizando e as recentes variações nos preços indicam que a economia passa por uma leve fase de deflação.

Por fim, o relatório aborda as implicações negativas da crise da dívida na Europa, ao ressaltar os temores de que a situação se transforme em uma crise bancária na região, com impactos sobre o crescimento econômico global.


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COMENTÁRIOS
xocrizy (Quinta-Feira, 24 de Novembro de 2011, 16:59:19) x 183
Veja os dez primeiros colocados no ranking
(com a posição do mês anterior entre parênteses)

1. (1) Espanha
2. (2) Holanda
3. (3) Alemanha
4. (4) Uruguai
5. (7) Inglaterra
6. (5) Brasil
7. (8) Portugal
8. (12) Croácia
9. (6) Itália
10. (10) Argentina


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