O ministro das Relações Exteriores, Katsuya Okada, divulgou no sábado (17) a possibilidade de assinar a Convenção de Haia (1980) sobre custódia internacional de menores, depois de receber petição de oito países.
Okada estuda a assinatura do acordo depois que os Estados Unidos, Itália, Austrália, Canadá, Nova Zelândia, Inglaterra, Espanha e França terem solicitado o fim dos casos de pais que são separados à força de seus filhos.
Os países que assinaram a Convenção de Haia reconhecem a decisão do tribunal de outro país em relação a custódia de crianças de casais de nacionalidade diferentes e separados. O Japão é o único país do G7 que não ratificou essa convenção de Haia.
O Japão tem muitos casos de menores que se encontram com o pai ou a mãe japonesa sem que o outro lado, estrangeiro, possa reclamar a custódia ou levar o menor de volta ao outro país.
“O sistema educacional das crianças difere conforme o país e nós estamos analisando o que podemos fazer”, disse Okada, se referindo às dificuldades de acesso que os estrangeiros têm no Japão.
Okada falou ainda sobre a necessidade de debater sobre a questão dos sequestros de crianças no Japão provocados pelo divórco dos pais.
A custódia - ou subtração - internacional de menores foi bastante veiculada pela imprensa japonesa depois que um norteamericano foi detido por suspeita de tentar tirar o filho que estava com a ex-esposa japonesa para levá-lo do país.
O homem foi liberado na quinta-feira (15), por falta de provas, mas o incidente provocou protestos em frente a embaixada do Japão em Washington.