Japão ofereceu nesta segunda-feira suas condolências à Coreia do Norte pela 'repentina morte' de Kim Jong-il, que o porta-voz japonês, Osamu Fujimura, espera 'não afetar a paz e a segurança na península coreana'. Fujimura afirmou ao jornal 'Sankei' que o Japão foi informado sobre o falecimento de Kim da mesma forma que os Estados Unidos, 'através da televisão norte-coreana', que divulgou o fato às 12h no horário local desta segunda-feira (1h em Brasília).
O regime comunista norte-coreano anunciou nesta segunda-feira a morte do líder que governou o país com mão de ferro durante os últimos 17 anos, e chamou Kim Jong-un, filho mais novo do ditador, como sucessor de seu pai no Governo. Kim Jong-il, com 69 anos e saúde fraca após sofrer uma apoplexia em 2008, morreu de infarto no começo da manhã do sábado quando viajava em seu trem privado, segundo informações da televisão estatal norte-coreana, 'KCTV'.
Fujimura afirmou que não tem confirmações sobre a sucessão do líder, mas disse que esperam contar com mais informações após o funeral que será realizado em Pyongyang no dia 28 de dezembro. O porta-voz confirmou que após reunião com altos comandantes de segurança nacional, o primeiro-ministro japonês, Yoshihiko Noda, ordenou 'fortalecer as comunicações' com os EUA, China e Coreia do Sul.
Noda pediu uma estreita relação entre estes países, de forma que estejam preparados para possíveis imprevistos, disse Fujimura. Assim como seu colega sul-coreano, o primeiro-ministro japonês cancelou todos os atos programados para esta segunda-feira. Além disso, a Agência Nacional de Polícia habilitou no Japão uma equipe para 'casos inesperados' e reforçou a segurança nas principais localidades do país.