O ministro da Economia, Comércio e Indústria do Japão, Akira Amari, pediu no dia 26 aos países em desenvolvimento "maior flexibilidade" e um corte nas tarifas sobre produtos industriais, para incentivar o investimento, informou a agência japonesa "Kyodo".
Os países em vias de desenvolvimento "devem entender que existem muitos exemplos de sucesso", disse o ministro. Ele sugeriu o corte de tarifas em artigos não agrícolas para atrair o investimento estrangeiro.
Amari explicou a posição japonesa sobre a estagnação das conversas sobre a liberalização de mercados da Organização Mundial do Comércio (OMC). Ele sugeriu que Estados Unidos e União Européia reduzam seus subsídios agrícolas e tarifas, a fim de ajudar os países em desenvolvimento a aumentar as exportações agrícolas.
O ministro acrescentou que deseja "ajudar a reduzir" as divergências sobre a liberalização do mercado entre os países em vias em desenvolvimento e os industrializados. Ele vai presidir uma reunião de nível ministerial nos dias 5 e 6 de julho em Sydney (Austrália).
Os analistas temem que, sem um acordo na próxima negociação da Rodada de Doha da OMC, prevista para agosto, os encontros ficarão estagnados por vários anos. Um dos motivos é a dificuldade de conseguir concessões agrícolas ou tarifárias durante as eleições presidenciais nos Estados Unidos, em 2008, e na Índia, em 2009.
Desde seu lançamento, em 2001, a Rodada de Doha não conseguiu cumprir nenhum de seus prazos devido à disparidade de opiniões entre os participantes sobre assuntos agrícolas, produtos industriais e serviços.