Japão


Publicado em  25/11/2011 16:17

Japão propõe mecanismo para reduzir disputas marítimas com China

Objetivo é evitar as tensões decorrentes da disputa territorial pelas águas do Mar da China Oriental, mantida entre os dois países

/ Efe

O ministro das Relações Exteriores do Japão, Koichiro Gemba, propôs em Pequim a criação de um 'mecanismo de gestão de crise' para evitar as tensões decorrentes da disputa territorial pelas águas do Mar da China Oriental, mantida entre os dois países.

O jornal independente 'South China Morning Post' informa nesta quinta-feira que Gemba, durante sua reunião com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, avaliou o encontro como um primeiro passo para o futuro desenvolvimento do mecanismo. Tóquio também espera abordá-lo na visita do chefe de governo japonês, Yoshihiko Noda, à China em dezembro.

Embora não tenham sido divulgados detalhes do plano, alguns meios de comunicação japoneses indicam que o mecanismo se basearia em uma melhora da comunicação entre os ministérios dos dois países, assim como entre os serviços de Guarda Costeira e outros agentes relevantes.

O chanceler japonês também se mostrou favorável a retomar as negociações bilaterais sobre a exploração das reservas de gás natural do Mar, suspensas após a prisão do capitão de um pesqueiro chinês pela Guarda Costeira do Japão em 2010.

A visita de Gemba, a primeira que faz à China desde que assumiu o cargo em setembro, ocorre após vários países da região mais os Estados Unidos terem expressado críticas sobre o aumento da influência chinesa na região Ásia-Pacífico.

Nesse sentido, o Japão anunciou sua adesão às negociações para a criação do pacto comercial TPP envolvendo EUA, países asiáticos e latino-americanos, projeto de um tratado de livre-comércio. A decisão irritou Pequim, que considera que o acordo ignora seus interesses.

O governo japonês minimizou a importância do assunto ao dizer que este tipo de acordo e relações 'são necessárias para buscar o desenvolvimento do país', declarações que não agradaram aos analistas chineses, que tacharam o plano de 'ameaça para a estabilidade das relações bilaterais'.

No entanto, segundo declarações do próprio Gemba, a reunião produziu 'grandes avanços no desenvolvimento dos laços sino-japoneses, que prepararam o terreno para a viagem de Noda no próximo mês'.


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