O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, e o ex-secretário-geral do Partido Democrático (PD), Ichiro Ozawa, apresentaram na quarta-feira (1) suas candidaturas para a presidência do PD. O vencedor terá seu nome indicado e votado no parlamento para o cargo de primeiro-ministro.
Ozawa, de 68 de anos idade pode tirar Kan, de 63 anos de idade, do cargo de primeiro-ministro. Kan assumiu o posto em 8 de junho. As eleições do PD acontecem no dia 14 de setembro e participam somente os delegados do partido escolhidos pelos 345 mil militantes e 412 parlamentares.
Kan havia pedido a Ozawa para não lançar sua candidatura ao cargo a fim de evitar um racha no partido e a possibilidade de uma crise política, já que nos últimos quatro anos o país teve cinco prêmies.
As últimas pesquisa revelam que a população prefere que Kan continue a frente do executivo.
Segundo sistema político japonês, o presidente do partido que tem maioria no parlamento se torna o primeiro-ministro, cuja indicação deve ser referendada pelo parlamento.
Dos cinco últimos chefes de estado, somente Yukio Hatoyama (PD) foi eleito pelo parlamento recém empossado através do voto da população. No sistema parlamentar não existe voto direito para o cargo de primeiro-ministro, prática mais comum no sistema presidencialista, salvo exceções como os EUA onde o presidente também não é eleito por voto direto da população, mas por colégio eleitoral.
Teoricamente, Ozawa teria mais votos que Kan, já que dois grandes caciques do PD - o ex-primeiro-ministro Yukio Hatoyama e o senador Koshishi Azuma - o estariam apoiando.
Reconhecido como um dos resposáveis pela vitória do PD nas eleições de 2009, Ozawa já mudou quatro vezes de partido e foi investigado em várias ocasiões por financiamento ilegal de campanha. Ele entrou na política através do Partido Liberal Democrata (PLD) pelas mãos do ex-primeiro-ministro Kakuei Tanaka.