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O médico e cientista, Miguel Angelo Laporta Nicolelis, Lide o grupo de pesquisadores da área de Neurociência da Universidade Duke (Durham, Estados Unidos). Foto: Duke University
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Pesquisadores japoneses e americanos realizaram com sucesso uma experiência no qual os sinais cerebrais de um macaco, transmitidos dos Estados Unidos, fizeram movimentar as pernas de um robô no Japão, informou ontem (16) o jornal "Yomiuri".
Comandados pelo paulistano Miguel Nicolelis, os pesquisadores americanos da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, ajustaram os padrões dos sinais nervosos cerebrais e os movimentos de uma perna do macaco. O animal foi treinado para caminhar ereto, com vários eletrodos aplicados ao cérebro.
Os dados foram enviados pela internet a um robô humanóide de 1,55 metro e 85 quilos, no laboratório japonês. Ele movimentava suas pernas no Japão quase simultaneamente com as do macaco, que caminhava nos Estados Unidos.
Como o centro de gravidade do macaco e o do robô são diferentes, será preciso resolver alguns problemas antes de a máquina poder caminhar, segundo os pesquisadores.
A tecnologia pode ter aplicações como o desenvolvimento de pernas ortopédicas que se movimentariam segundo as indicações do usuário da prótese por meio de seus sinais cerebrais.
O diretor da Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia, Mitsuo Kawato, afirmou que chegará um dia em que se poderá "controlar um robô à distância e jogar tênis com ele", segundo a agência "Kyodo".