O Parlamento do Japão aprovou ontem (30), uma lei que permitirá o aumento dos impostos para financiar a onerosa reconstrução da áreas devastadas pelo terremoto e tsunami de março. A norma permitirá ao Governo aumentar algumas taxas a partir do ano fiscal de 2012, que começa em abril, além de elevar o imposto sobre a renda durante 25 anos a partir de 2013.
O dinheiro arrecadado com o aumento dos impostos servirá para cobrir os juros derivados da emissão nova dívida soberana, os chamados “títulos para a reconstrução”, com os quais o Japão busca obter 11,5 bilhões de ienes para revitalizar as áreas afetadas. Para os analistas, o aumento de impostos, recomendado há muito tempo pela OCDE e FMI, reflete o compromisso do primeiro-ministro, Yoshihiko Noda, com uma rigorosa política fiscal no Japão, o país industrializado com a maior dívida pública do mundo.
A OCDE calcula que em 2013, a dívida pública do Japão vai chegar a 230% do seu Produto Interno Bruto (PIB), o que levará suas finanças públicas a um “território desconhecido” , segundo informe divulgado segunda-feira pelo órgão. A arrecadação fiscal contribuirá com os recursos que o Governo necessita para aplicar os programas de reconstrução nos próximos cinco anos, embora alguns analistas alertem que este aumento de impostos poderá prejudicar o consumo interno.