A Câmara Baixa japonesa aprovou nessa terça-feira (15) a extensão, por mais dois anos, do período pelo qual a Força Aérea nipônica deverá permanecer no Iraque para trabalhar, junto com os Estados Unidos, no projeto de reconstrução do país árabe, informou a agência Kyodo.
Como era esperado, o partido Liberal Democrático (PLD) e seu aliado, o Novo Komeito, ambos de base governista, derrotaram a oposição, que pedia o fim da missão japonesa no local.
Desde o fim de março que o primeiro-ministro Shinzo Abe havia aprovado a idéia de prolongar por mais dois anos a "estadia" da força aérea japonesa naquele país. A operação seria concluída no dia 31 de julho deste ano.
No Iraque, o Japão oferece apoio logístico ao governo norte-americano, realizando vôos de transporte de tropas e mercadorias. Três aviões C130 fazem o serviço, mas o país também mantém 200 militares numa base sediada no Kuwait.
Inicialmente, a Força Aérea transportava efetivos japoneses entre o Iraque e o Kuwait, mas com a retirada das tropas terrestres nipônicas, em julho passado, seu trabalho passou a ser deslocar pessoal e equipamentos do Exército multinacional entre os aeroportos de Bagdá e Arbil.
Para tentar cancelar a proposta defendida por Shinzo Abe, o argumento de defesa da oposição do Partido Democrático era que não existiam armas de destruição em massa no Iraque, portanto não haveria razões para o Japão apoiar a intervenção militar dos Estados Unidos, iniciada em março de 2003.
A Constituição pacifista japonesa, redatada após a Segunda Guerra Mundial (1939-45), proíbe a participação do país em programas de defesa coletiva, por isso o envio de tropas ao Iraque necessitou da aprovação de medidas especiais. A participação do Japão na reconstrução do Iraque começou em dezembro de 2003 e foi prorrogada por várias vezes.