Permitir que os funcionários de uma empresa se aposentem aos 40 anos de idade poderia impulsionar a rotatividade laboral que o mercado de trabalho japonês tanto necessita, segundo um informe elaborado por especialistas que buscam estabelecer uma visão de longo prazo para o país, informou o diário Nikkei.
Um painel de acadêmicos e líderes empresariais, encomendado pelo governo de Yoshihiko Noda, recomenda uma série de políticas para maximizar a produtividade individual e corporativa com o objetivo de transformar o Japão em 2050.
A política trabalhista que ocupa lugar de destaque no informe pede por uma flexibilização nas condições de emprego com a finalidade de que as pessoas possam se aposentarem aos 40 anos, uma idade em que muitos trabalhadores alcançam postos diretivos. A aposentadoria atual aos 60 anos dificulta a rotatividade no mercado de trabalho, salienta o relatório.
O informe também aconselha a criação de programas de readaptação laboral pondo limites sobre os termos de contratos de trabalho e eliminando a distinção entre trabalhadores em regime integral e temporários.
As propostas certamente encontrarão resistência por parte dos trabalhadores relutantes em serem aposentados antecipadamente e nas empresas que veem na formação de seus jovens empregados um investimento que planejam recuperar mais tarde. Por isso o tema exige uma ampla discussão.
O documento também enfatiza as dificuldades que o Japão enfrentará cada vez mais na concorrência com os países emergentes e mudanças demográficas. O Japão deveria aspirar a tornar-se um centro industrial de alto valor agregado, concluem os especialistas.