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Reuters
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O PLD “precisa de energia nova”, disse Shinzo Abe, no dia 12
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Às 14h de hoje (12), o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, realizou uma entrevista coletiva para anunciar sua renúncia. O premiê já havia anunciado a intenção aos líderes do seu partido, o Liberal Democrático (PLD).
Abe decidiu renunciar depois de quase um ano no cargo, ao admitir ser incapaz de levar adiante projetos do governo e conseguir conquistar a confiança do povo japonês.
Shinzo Abe foi eleito no dia 26 de setembro de 2006 como primeiro-ministro no lugar do carismático Junichiro Koizumi, e desde o início, seu governo se viu envolvido em casos de corrupção e baixa popularidade.
A situação piorou no dia 29 de julho, com a derrota do seu partido nas eleições parciais do Senado, que deixaram o PLD em minoria e concederam a maioria ao Partido Democrático, de oposição.
No domingo (9), o premiê havia admitido que renunciaria se não conseguisse prorrogar a missão das tropas japonesas no Afeganistão.
"Tomei a decisão de renunciar", disse no começo da entrevista coletiva, que também expressou o desejo de que seu sucessor seja eleito rapidamente, sem citar nomes.
Abe disse que, diante da falta confiança do povo, era difícil continuar com seu programa de reformas e decidiu acelerar a renúncia para evitar problemas na Dieta (Parlamento) do Japão.
Ao ser perguntado porque não renunciou logo depois das eleições, o premiê disse que era preciso seguir com as reformas e assumir a responsabilidade.