A Corte Suprema do Japão aprovou nesta sexta-feira a pena de morte para Tomomasa Nakagawa, um dos responsáveis da seita Verdade Suprema, autora, entre outros crimes, do atentado com gás sarin perpetrado em 1995 no metrô de Tóquio e que deixou 13 mortos e mais de 6 mil intoxicados. Segundo a agência local 'Kyodo', o Supremo rejeitou o recurso de Nakagawa, de 49 anos, acusado de causar 25 mortes em 11 atentados cometidos entre 1989 e 1995, mantendo assim a condenação à pena de morte definida em outubro de 2003.
Nakagawa, que é médico, entrou na seita Verdade Suprema pouco depois de terminar a faculdade e é considerado um dos autores do atentado de Tóquio de 1995 e também dos ataques do ano anterior com o mesmo gás em apartamentos da província de Nagano, nos quais morreram sete pessoas.
Além disso, também é acusado de envolvimento no sequestro e no assassinato de três membros da família de um advogado que movia um processo contra a seita, em 1989.
Nos últimos anos, a Justiça japonesa processou 189 membros da Verdade Suprema e decretou a pena de morte para 12 deles, incluindo o líder da seita, Shoko Asahara, de 56 anos, apesar de nenhuma dessas execuções ter sido realizada.
Outros cinco seguidores da organização religiosa foram condenados à prisão perpétua por alguns dos crimes cometidos pelo grupo. O mais conhecido dos ataques da seita foi o cometido com gás sarin no metrô de Tóquio em 20 de março de 1995, quando cinco seguidores de Shoko Asahara rasgaram com as pontas de seus guarda-chuvas bolsas que continham esse gás letal e espalharam o caos no local.
Os vagões estavam lotados de pessoas que iam trabalhar e quase 6,3 mil passageiros foram intoxicados, dos quais 13 morreram. Para a próxima segunda-feira, a Corte Suprema prevê um pronunciamento sobre o recurso de Seiichi Endo, de 51 anos e também condenado à morte, no último dos casos ligados à seita que continuam abertos.
A Verdade Suprema se autodenominou 'Aleph' em 2002 e se distanciou publicamente da seita original, alegando que suas doutrinas são baseadas no budismo e na ioga.