Japão


Publicado em  19/11/2011 8:39

Tribunal mantém pena de morte para membro da seita Verdade Suprema

Tomomasa Nakagawa foi um dos responsáveis da seita Verdade Suprema, autora, entre outros crimes, do atentado com gás sarin perpetrado em 1995 no metrô de Tóquio

- Efe

A Corte Suprema do Japão aprovou nesta sexta-feira a pena de morte para Tomomasa Nakagawa, um dos responsáveis da seita Verdade Suprema, autora, entre outros crimes, do atentado com gás sarin perpetrado em 1995 no metrô de Tóquio e que deixou 13 mortos e mais de 6 mil intoxicados. Segundo a agência local 'Kyodo', o Supremo rejeitou o recurso de Nakagawa, de 49 anos, acusado de causar 25 mortes em 11 atentados cometidos entre 1989 e 1995, mantendo assim a condenação à pena de morte definida em outubro de 2003.

Nakagawa, que é médico, entrou na seita Verdade Suprema pouco depois de terminar a faculdade e é considerado um dos autores do atentado de Tóquio de 1995 e também dos ataques do ano anterior com o mesmo gás em apartamentos da província de Nagano, nos quais morreram sete pessoas.

Além disso, também é acusado de envolvimento no sequestro e no assassinato de três membros da família de um advogado que movia um processo contra a seita, em 1989.

Nos últimos anos, a Justiça japonesa processou 189 membros da Verdade Suprema e decretou a pena de morte para 12 deles, incluindo o líder da seita, Shoko Asahara, de 56 anos, apesar de nenhuma dessas execuções ter sido realizada.

Outros cinco seguidores da organização religiosa foram condenados à prisão perpétua por alguns dos crimes cometidos pelo grupo. O mais conhecido dos ataques da seita foi o cometido com gás sarin no metrô de Tóquio em 20 de março de 1995, quando cinco seguidores de Shoko Asahara rasgaram com as pontas de seus guarda-chuvas bolsas que continham esse gás letal e espalharam o caos no local.

Os vagões estavam lotados de pessoas que iam trabalhar e quase 6,3 mil passageiros foram intoxicados, dos quais 13 morreram. Para a próxima segunda-feira, a Corte Suprema prevê um pronunciamento sobre o recurso de Seiichi Endo, de 51 anos e também condenado à morte, no último dos casos ligados à seita que continuam abertos.

A Verdade Suprema se autodenominou 'Aleph' em 2002 e se distanciou publicamente da seita original, alegando que suas doutrinas são baseadas no budismo e na ioga.


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