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Publicado em  15/02/2008 2:16

AIE prevê redução de consumo de petróleo para 2008

Um dos motivos é o desaquecimento da economia dos países desenvolvidos anunciado pelo FMI

Kanto , Tokyo - Efe

A Agência Internacional de Energia (AIE) reduziu hoje suas perspectivas de consumo mundial de petróleo para o ano, principalmente nos países desenvolvidos, devido à desaceleração econômica antecipada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em seu relatório mensal publicado hoje, a Agência cortou em 200 mil barris diários sua previsão de consumo global em 2008, que ficou em 87,6 milhões de barris diários (mbd).

Isto significa que o crescimento da demanda neste ano em relação a 2007 se limitará a 1,9%, quando em julho passado esperava-se um aumento de 2,2%, e isso considerando que as perspectivas de um inverno mais frio que o esperado no hemisfério norte favorecem um maior gasto com calefação.

A redução se deve essencialmente à diminuição das previsões de crescimento da economia americana por parte do FMI, mas também a "ajustes menores" sobre os dados do terceiro e quarto trimestre de 2007 nos Estados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Fora da organização, para a qual a Agência reduziu para este ano suas expectativas em 300 mil barris diários, a projeção de demanda foi corrigida em alta em 90 mil barris, principalmente devido a mudanças na base de comparação de Taiwan e Brasil.

Os autores do relatório indicaram que o consumo na China continua sem mudanças, mas anteciparam que poderiam ter de aumentar sua previsão em breve devido às incertezas sobre o fornecimento de carvão das centrais elétricas.

Do lado da oferta, a AIE (que reúne os principais países consumidores de energia membros da OCDE) considerou que, apesar de as novas capacidades de extração dos dois últimos anos devessem fornecer uma margem inutilizada, isso só dará "conforto" ao mercado se a commodity estiver disponível quando for necessária.

A Agência ressaltou as incertezas do panorama geopolítico, pelas dúvidas sobre se o Iraque poderá manter seu recente aumento de produção, se a Nigéria recuperará suas capacidades de extração ou se Venezuela e Irã voltarão a ser notícia pelo risco de interrupção de sua provisão.

Em qualquer caso, a oferta de petróleo no mercado em janeiro aumentou em 745 mil barris, a 87,2 mbd, graças a um crescimento da contribuição de Brasil, Azerbaijão, China e México.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) forneceu 32 mbd, praticamente a mesma quantidade que em dezembro (vinte mil barris a menos).

A AIE vinculou a estabilidade dos preços do petróleo nas últimas semanas ao baixo nível das reservas industriais, a uma previsão de inverno frio nos Estados Unidos e em algumas regiões da Ásia, a interrupções de provisão na Nigéria e no Mar do Norte e à preocupação com a Venezuela.

Isto apesar das projeções de desaceleração econômica, que deveriam reduzir as previsões de consumo.

As reservas industriais nos países da OCDE tiveram queda de 39,5 milhões de barris em dezembro, com o que a cobertura no final do ano equivalia a 50,7 dias de consumo, seu menor nível desde dezembro de 2004.

No entanto, os dados preliminares de janeiro para Estados Unidos, Japão e União Européia (UE) indicam um crescimento das reservas no montante de 22,1 milhões de barris no mês passado.


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