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Reuters
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Crianças carregam velas na cerimônia de 70 anos do massacre de Nanquim, na China
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NANQUIM - A China relembrou hoje (14) as vítimas do Massacre de Nanquim 70 anos depois de as tropas japonesas terem invadido a então capital chinesa, quando entre 150 mil e 340 mil pessoas foram assassinadas e dezenas de milhares de mulheres violentadas.
Mais de 50 mil pessoas visitaram o recém ampliado Memorial do Massacre de Nanquim, aberto ao público após meses de reforma, informaram fontes policiais.
Cerca de 10 mil pessoas compareceram antes à cerimônia que marcou o aniversário do início da ocupação japonesa de Nanquim ocorrida em 1937.
Durante a cerimônia, realizada com o objetivo de perdoar, mas não esquecer o ocorrido, sirenes antiaéreas soaram para lembrar as vítimas e milhares de pessoas fizeram fila para tocar um enorme sino da paz.
Os participantes da celebração apoiaram com sua presença uma convocação "a todo povo amante da paz no planeta para que esteja unida na construção de um novo mundo pacífico, harmonioso e de reconciliação".
Após a cerimônia, milhares de chineses, tanto da cidade como vindos de outras províncias, formaram fila para entrar no novo memorial do massacre, inaugurado com uma coleção de objetos históricos e amostra de esqueletos humanos desenterrados este ano no local, durante as obras de remodelação.
"O Governo chinês deseja desenvolver uma relação duradoura de vizinhança e de cooperação amistosa com o Japão" baseada neste princípio, afirmou Qin Gang, porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores da China.