SEUL - A Coréia do Sul acredita que o lançamento de mísseis de curto alcance realizado no dia 25 pela Coréia do Norte faz parte de manobras militares freqüentes, e acredita que não afetará as relações bilaterais nem o diálogo multilateral.
Segundo um funcionário da espionagem sul-coreana citado pela agência "Yonhap", o lançamento - que aparentemente aconteceu na manhã do dia 25 - parece fazer parte de manobras freqüentes e é um acontecimento que, relativamente, não está fora do normal.
Outro funcionário do Ministério da Unificação sul-coreano citado pela "Yonhap" disse que a Coréia do Norte lança todos os anos mísseis de curto alcance, e não acredita que este caso afete atualmente as relações entre Seul e Pyongyang.
Essa mesma fonte disse que também não acredita que o lançamento tenha como objetivo gerar tensão, já que na próxima semana acontecerá uma reunião interministerial entre as duas Coréias.
No entanto, a rede de televisão japonesa "NHK" sugeriu que poderia ser uma resposta ao fato de a Coréia do Sul ter colocado no dia 25 um destróier equipado com o avançado sistema antimísseis balísticos Aegis.
Um porta-voz do Ministério de Exteriores japonês disse que o Japão mantém "contato direto" com as autoridades dos EUA e da Coréia do Sul em relação ao lançamento de mísseis por Pyongyang.
Este porta-voz afirmou que o Japão tem "informação" dos serviços de inteligência sobre o assunto, mas que não é possível confirmar que tenha ocorrido o lançamento de mísseis.
Por enquanto, o Japão não decidiu tomar nenhuma decisão, mas o Ministério de Exteriores japonês lembrou que a Coréia do Norte lançou vários mísseis em julho e, naquela ocasião, o Japão decidiu "implementar sanções" contra o regime de norte-coreano.
O porta-voz ameaçou Coréia do Norte para que se abstenha de adotar ações hostis que possam desestabilizar a paz na região do Leste da Ásia.
Em outubro passado, o regime comunista realizou seu primeiro teste nuclear, que gerou críticas unânimes na comunidade internacional.
Após comprometer-se em 13 de fevereiro, em Pequim, a suspender seu programa nuclear, o processo está atualmente paralisado devido ao fato de a Coréia do Norte não ter recuperado seus US$ 25 milhões que foram congelados em um banco de Macau a requerimento dos Estados Unidos.