A Coréia do Norte ameaçou na quinta-feira (5) novamente com as "mais contundentes" represálias contra as manobras navais iniciadas pela Coreia do Sul no Mar Amarelo (Mar Ocidental), onde em março ocorreu o afundamento da embarcação sul-coreana Cheonan.
Segundo a agência estatal norte-coreana "KCNA", o Comitê para a Reunificação Pacífica da Coreia do Norte disse que os cinco dias de manobras sul-coreanas são uma "provocação militar deliberada" dirigida a invadir o Norte.
O comitê norte-coreano, encarregado dos assuntos com Coreia do Sul, ressaltou que Seul pretende realizar exercícios com fogo real no Mar Amarelo, no litoral ocidental da península coreana.
Também assegurou, em seu habitual tom bélico, que seu povo e o Exército "deterão" aos autores da provocação com "a mais contundente tática de guerra" e "meios de ataque que vão além da imaginação" em caso de as manobras suscitarem um conflito.
A ameaça norte-coreana chegou horas depois da Coreia do Sul iniciasse cinco dias de operações navais no Mar Amarelo, onde ocorreu o afundamento em março da embarcação sul-coreana Cheonan, atribuída a um ataque norte-coreano.
Como parte das manobras, a Marinha sul-coreana abrirá fogo em águas próximas da ilha sul-coreana de Baengnyeong, a mais próxima da Coreia do Norte no Mar Amarelo.
Estes exercícios ocorreram depois de a Coreia do Sul e os Estados Unidos celebraram no final de julho quatro dias de manobras conjuntas no Mar do Leste (Mar do Japão) como demonstração de força diante do Pyongyang em resposta ao naufrágio de Cheonan, no qual morreram 46 marinheiros.
Embora o regime de Kim Jong-il negue a responsabilidade no fato, uma equipe internacional que inclui a pela Coreia do Sul concluiu em maio que o afundamento foi causado pelo torpedo lançado a partir de um submarino norte-coreano.
Na terça, a Coreia do Norte ameaçou com um "contra-ataque físico contundente" diante das manobras sul-coreanas, que considera um "claro ato de invasão militar".