SEUL - O Governo da Coréia do Sul expressou neste dia 8 o seu "profundo pesar" pela oferenda que o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, fez em abril passado ao santuário xintoísta de Yasukuni, considerado um símbolo do imperialismo nipônico.
Em um comunicado emitido pelo Ministério de Assuntos Exteriores daquele país, Seul lamenta que Abe tenha feito uma homenagem ao templo onde estão enterrados os criminosos de guerra japoneses e as pessoas que participaram diretamente do passado imperialista do Japão.
"É muito lamentável que o primeiro-ministro tenha enviado uma oferenda ao templo", reforçou um porta-voz do governo sul-coreano, que sugeriu, ainda, que o Japão comece a difundir uma "versão correta da história".
A nota emitida pelo país vizinho foi uma reação às flores que Shinzo Abe enviou ao santuário, por não ter podido visitá-lo. Na ocasião, o ministro mencionou que havia pago as flores, que custaram cerca de ¥ 50 mil, "do próprio bolso". As visitas de políticos japoneses a Yasukuni é um dos principais motivos que têm provocado tensões diplomáticas entre a Coréia do Sul e o Japão, que colonizou a península coreana e outros países da Ásia na primeira metade do século passado.