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Publicado em  30/11/2007 18:10

Dalai Lama propõe plebiscito para escolher sucessor

A China condena Dalai Lama por violar os rituais e convenções budistas sobre a reencarnação

- Efe

Reuters
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Proposta polêmica lançada pelo Japão, é de que Dalai Lama seja escolhido antes de sua morte, para evitar um vazio de poder que poderia prejudicar sua luta por uma maior autonomia sob o poder chinês

PEQUIM - O Governo chinês condenou hoje (30) o Dalai Lama por violar os rituais e convenções budistas sobre a reencarnação e propor um plebiscito para escolher seu sucessor reencarnado.

"A reencarnação do Buda vivente é um ritual do budismo tibetano que conta com suas próprias convenções religiosas", explicou hoje o porta-voz da Chancelaria chinesa, Liu Jianchao.

"A proposta do Dalai Lama viola claramente estes rituais estabelecidos e convenções históricas, e, portanto, (a China) não pode aceitá-la", acrescentou, após assegurar que Pequim respeita a liberdade religiosa e os rituais de reencarnação do Budismo tibetano.

O Dalai Lama, de 72 anos, considerado por Pequim um líder separatista, está estudando opções para escolher seu sucessor, como um plebiscito ou sistemas similares aos que se aplicam no Vaticano, no qual os lamas superiores decidiriam o seguinte Dalai, por exemplo.

Outra proposta muito polêmica, lançada pelo Japão este mês, é a que seu reencarnado seja escolhido antes de sua morte, para evitar um vazio de poder que poderia prejudicar sua luta por uma maior autonomia sob o poder chinês.

Segundo a tradição, após a morte de um Buda vivente se inicia a busca de sua reencarnação entre as crianças nascidas no Tibete no momento de seu falecimento.

O Dalai Lama assumiu o poder no Tibete após a invasão chinesa de 1949, mas, após o fracasso do levante tibetano contra as tropas chinesas, o lama escapou e se exilou em Dharamsala, no norte da Índia.

A China reprimiu duramente a cultura tibetana desde a ocupação, uma repressão que atualmente está sendo registrada na região autônoma de Xinjiang (noroeste), de maioria uigur, uma etnia de língua turcomana e credo muçulmano.

Segundo a imprensa, na semana passada houve distúrbios no Tibete protagonizados por monges tibetanos após uma briga com um mercador da etnia majoritária chinesa Han.

O porta-voz chinês Liu disse não ter informação sobre estes distúrbios, mas acrescentou que "qualquer um que tente perturbar a estabilidade e o desenvolvimento do Tibete não terá o apoio do povo e não triunfará".


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