A implantação do "muro virtual" com que o Governo dos Estados Unidos quer combater a imigração ilegal na fronteira com o México sofrerá um atraso de pelo menos três anos devido a problemas técnicos, segundo o site do jornal "The Washington Post".
Funcionários do Departamento de Segurança Nacional e auditores do Congresso afirmaram na quarta-feira a uma subcomissão de legisladores que as falhas detectadas no projeto piloto do muro, um trecho de 45 quilômetros ao sul de Tucson (Arizona), atrasaram a finalização da primeira fase.
Os problemas técnicos afetam o sistema de torres equipadas com sensores e equipamentos de vigilância do "muro virtual", cuja construção está a cargo da empresa Boeing.
Apesar de o Governo americano ter aprovado o início do projeto na sexta-feira, as autoridades confirmaram que o chamado "Projeto 28" não está se desenvolvendo como previsto nem cobre as necessidades das patrulhas de fronteira, segundo o jornal.
De acordo com o "Washington Post", este anúncio representa um importante atraso no que o presidente dos Estados Unidos, George W.
Bush, qualificou em maio de 2006 como "a iniciativa de segurança fronteiriça mais avançada tecnologicamente da história dos Estados Unidos".
O "muro virtual" faz parte de um plano nacional aprovado por Bush para fortalecer a segurança na fronteira com torres de observação, radares, sensores de movimento e potentes câmeras de alta tecnologia capazes de distinguir entre pessoas e gado a uma distância de aproximadamente 16 quilômetros.
O projeto, pelo qual o Governo pagou à Boeing US$ 15 milhões e que deveria ter sido finalizado em meados de 2007, já tinha sido adiado por problemas iniciais relativos ao software.
As novas falhas detectadas só permitirão a conclusão do projeto em 2011, com outro presidente na Casa Branca.