Os governos do Reino Unido, Espanha, Alemanha e Japão alertam seus cidadãos sobre os perigos que podem correr ao visitar a Guatemala, devido às altas taxas de violência neste país centro-americano, disseram fontes oficiais ontem (13).
"Os atos de violência, principalmente contra os turistas, são a principal causa dos alertas", disse um porta-voz do Instituto Guatemalteco de Turismo (INGUAT) aos jornalistas, e pediu para as autoridades a "darem maior atenção" para a segurança dos turistas.
O caso que chocou a indústria do turismo guatemalteco tem sido um assassinato, no sábado passado, de um turista americano do Departamento Caribenho de Izabal.
Daniel Perry Dryden (66,) nascido no Alasca (E.U.A.), foi morto a facadas por um grupo de criminosos que invadiu o veleiro em que ele estava viajando no Rio Dulce, cerca de 250 quilômetros ao nordeste da capital.
Perry Dryden morreu sangrando dentro do seu veleiro, enquanto a sua esposa Nancy (67) está se recuperando dos graves ferimentos em diferentes partes do corpo em um hospital de Izabal.
O caso está sob investigação por parte das forças de segurança, mas até agora ninguém foi preso.
Este assassinato, e outro 56 casos de agressões e atentados contra turistas estrangeiros em diferentes partes do país, têm sido a principal razão para as embaixadas do Reino Unido, Espanha, Alemanha e Japão terem emitido avisos aos seus cidadãos para tomar precauções enquanto visitam a Guatemala.
Em alerta, divulgado nos respectivos sites dessas sedes diplomáticas, alertando os cidadãos desses países para "tomarem as necessárias precauções de segurança" na possibilidade de serem assaltados ou agredidos em território guatemalteco.
O INGUAT reconheceu que esses incidentes "afetam drasticamente" a indústria turística guatemalteca, que no ano passado, gerou cerca de U$ 1,2 milhões com a visita de mais de 800 mil estrangeiros.