O Senado filipino aprovou o polêmico acordo de livre comércio com o Japão, por 16 votos a 4. O pacto tinha sido assinado em 2006 pela presidente Gloria Macapagal Arroyo e o então primeiro-ministro Junichiro Koizumi, depois de anos de negociação.
O acordo foi objeto de vários debates no Senado das Filipinas, porque alguns parlamentares alegavam que favorecia o Japão, e poderia prejudicar as indústrias locais.
Ambientalistas, liderados pelo Greenpeace, também criticam o acordo, alegando que ele permitirá ao Japão "exportar" para as Filipinas seu lixo tóxico.
O documento, batizado de Acordo de Associação Econômica Japão-Filipinas (JPEPA, na sigla em inglês), foi ratificado pelo Japão no ano passado. Ele elimina em 80% as taxas sobre produtos vendidos para o Japão, e defensores do pacto alegam que vão aumentar as exportações das Filipinas, além de criar 330 mil postos de trabalho.
O senador Mar Roxas, um dos principais defensores, acredita que será um incremento à competitividade do país, que em tempos de crise poderá superar outros países do sudeste asiático.
"Estamos testemunhando um tsunami financeiro em todo o mundo, por isso, esse é o momento mais adequado para firmar o pacto", declarou Roxas.