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Publicado em  14/08/2011 13:05

Filipinas violentadas por soldados japoneses durante a guerra pedem justiça

A maioria das reclamantes são idosas enfermas exigindo desculpas públicas e compensação financeira

- ipcdigital.com

Um grupo de filipinas idosas violentadas por soldados japoneses durante a Segunda Guerra Mundial reiteraram sua exigência de justiça que remonta ao século XIX. A organização Malaya Lolas fez uma manifestação perto do palácio presidencial em Manila para pedir apoio ao presidente Benigno Aquino III, relatou a agência de notícias Kyodo.

"Exigimos a compensação legal, especialmente agora que a maioria de nossos membros estão na cama e doente", disse a presidente do grupo, Isabelita Vinuya, 79, que se queixou de que os líderes de seu país sempre colocaram as relações amigáveis entre Japão e Filipinas acima da dignidade das mulheres filipinas.

A entidade Malaya Lolas criada em 1997, reúne cerca de 90 mulheres que foram vítimas de estupro por soldados japoneses em um vilarejo localizado ao norte de Manila.

O grupo exige um pedido público de desculpas e indenização do Japão que não abranja apenas as chamadas "mulheres de conforto" (mulheres forçadas à prostituição pelo exército japonês), mas toda a comunidade, porque, dizem elas, “os soldados invasores nos torturaram e massacraram”.

Malaya Lolas se recusou a aceitar os pedidos de desculpas do Japão nos últimos anos, pois acredita que estas não chegaram com a admissão de que os soldados cometeram um crime. As reclamantes esperam a aprovação de uma lei no Japão com a finalidade de compensar todas as vítimas dos abusos praticados pelos japoneses durante a guerra.

Em 23 de novembro de 1944, centenas de soldados japoneses invadiram a casa onde Vinuya vivia, então com 13 anos, supostamente em busca de espiões filipinos antijaponeses.

Segundo a mulher, os soldados roubaram os pertences dos moradores e levaram todas as mulheres e meninas para uma província vizinha, onde foram estupradas. Os homens foram levados para uma escola, onde foram torturados e depois queimados no local.

"Não estou chateada com o povo japonês, porque não cometeram nenhum crime. Na verdade, eu agradeço a ajuda que recebo de alguns japoneses. Minha reivindicação é dirigida contra o seu governo", disse ela.


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