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Publicado em  14/04/2007 20:33

G7 se diz "consciente" do atual risco econômico

Ministros do G7 se mostraram otimistas no comunicado que emitiram ao final da reunião

- Efe

Washington - Os ministros de Finanças do G7 seguem de perto os vaivéns da economia global e são conscientes de que os desequilíbrios mundiais podem pôr fim à atual calmaria, disse o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson.

"Somos conscientes dos riscos que pendem sobre a economia global", assegurou Paulson em entrevista coletiva após a reunião dos ministros de Finanças e governadores centrais do G7 (Alemanha, Canadá, EUA, França, Itália, Japão e Reino Unido) no dia 13.

Destacou que os preços do petróleo seguem "altos e voláteis", as pressões protecionistas estão "aumentando" e os mercados financeiros são vulneráveis a revezes, como ficou claro este ano.

"Não estou prevendo uma crise financeira", explicou o responsável do Tesouro, acrescentando que "estas coisas são imprevisíveis e é importante estar preparado".

Reiterou a pressão sobre Pequim para que flexibilize sua taxa de câmbio ao assinalar que "a maior flexibilidade cambial chinesa e uma demanda doméstica mais forte na China são partes críticas do reequilíbrio, e é crucial que a China avance agora com maior urgência".

Paulson se mostrou otimista sobre a economia americana e assinalou que goza ela de boa saúde e de taxas de inflação moderadas.

Assegurou que tanto ele como seus colegas do G7 acompanharão de perto a evolução do mercado de hipotecas de risco nos EUA, que, segundo apontou, "não significa um sério risco para o conjunto da economia".

Em geral, os ministros do G7 se mostraram otimistas no comunicado que emitiram ao final da reunião, no qual apontaram que "embora os riscos continuem, a economia global atravessa o período de expansão sustentada mais forte em mais de 30 anos, e (essa expansão) está se transformando em mais equilibrada".

O comunicado assinala, além disso, que é "imprescindível" que se alcance um acordo no marco da rodada de Doha para derrubar as barreiras comerciais.

"Achamos que a conclusão com sucesso da Rodada de Doha é imprescindível. Estamos comprometidos a resistir ao sentimento protecionista", aponta.

Os ministros de Comércio de Brasil, EUA, União Européia (UE), Índia, Austrália e Japão se mostraram ligeiramente otimistas no dia 12 sobre a possibilidade de conseguir avanços significativos este ano, após dois dias de negociações em Nova Délhi.

A reunião de Délhi é a primeira entre representantes de algumas das principais potências comerciais desde que as discussões de Doha foram suspensas em julho do ano passado diante da resistência de Estados Unidos e UE a aplicar maiores cortes aos subsídios agrícolas.

Além disso, o G7 destacou que a recuperação econômica do Japão "está no caminho certo e espera-se que continue", o que deverá fazer a divisa japonesa subir.

O G7 também se referiu à reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI), que será abordada este fim de semana na Assembléia de Primavera desse organismo e do Banco Mundial.

"Estamos de acordo em impulsionar um pacote ambicioso de reformas atrevidas e fundamentais para manter a relevância e a legitimidade do FMI", declarou.

O grupo assinalou que "as reformas deveriam garantir que as cotas (que determinam o voto), especialmente dos membros mais dinâmicos, muitos dos quais são mercados emergentes, reflitam melhor seu peso e papel relativo na economia mundial".

O G7 destacou, além disso, a importância da eficiência no uso da energia, assim como de sua diversificação com o emprego de fontes renováveis, usinas nucleares e fábricas a carvão "limpas".


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