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Publicado em  23/05/2007 0:32

Greenpeace expõe golfinhos mortos em Berlim

Manifestação ocorre às vésperas de um encontro da Comissão Baleeira Internacional

- Efe

BERLIM - A organização ambientalista Greenpeace expôs no dia 21 os corpos de 17 cetáceos, entre golfinhos e baleias, diante do Portão de Brandeburgo de Berlim, para pedir proteção a estes mamíferos e que seja mantida a moratória para a caça comercial destes animais.

A bióloga marinha e membro do Greenpeace Stefanie Werner disse que o protesto tem como objetivo conscientizar a Alemanha, como presidente temporária da União Européia (UE), sobre os "perigos que cercam estes cetáceos".

A manifestação ocorre às vésperas de um encontro da Comissão Baleeira Internacional, que será realizado no Alasca (Estados Unidos) de 28 a 31 de maio.

Werner exigiu que países como Japão, Islândia e Noruega sejam impedidos de pôr fim à moratória para a caça comercial de baleias de grande porte e que seja proibida completamente a pesca de arrasto, que, segundo ela, mata cerca de 300 mil cetáceos ao ano.

A exposição macabra é formada por corpos recolhidos entre março e abril no litoral atlântico francês, na costa do norte da Alemanha e nos Canal da Mancha.

Segundo a bióloga, os 17 cetáceos representam os que morrem no mundo a cada meia hora, que vão desde golfinhos comuns a baleotes de entre um e dois metros de comprimento.

Werner disse que a maioria dos animais morre ao ficar presa em redes de arrasto ou atingidos por navios, mas afirmou que é impossível calcular quantos são mortos pela poluição, pelos radares marítimos e pela mudança climática.

"Estes animais não têm tempo a perder com longas negociações.

Precisam de proteção agora", afirmou a bióloga, que considera "inconcebível" que países ainda queiram caçá-los com fins comerciais.

O responsável do Greenpeace pediu a reforma da Comissão Baleeira Internacional, para que funcione como um "instrumento para a proteção dos cetáceos", e a criação de reservas marinhas, que abranjam pelo menos 40% da superfície dos oceanos, onde não seja permitida nem a pesca, em geral, nem a caça de baleias.

Além disso, Werner reivindicou que a União Européia estabeleça linhas de atuação conjuntas e de cumprimento obrigatório para a proteção dos cetáceos.


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