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Reuters
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Mutação que permita ao vírus H5N1 se transmitir com facilidade entre humanos pode causar uma pandemia capaz de matar milhões de pessoas
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PEQUIM - O Ministério da Saúde da China confirmou hoje (11) que um homem da cidade chinesa de Nankin, no leste do país, que contraiu gripe aviária no fim de 2007, recebeu o vírus "por contato próximo com seu filho", que morreu da doença no dia 2 de dezembro.
O porta-voz do Ministério, Mao Qunan, confirmou assim o que seria o primeiro contágio confirmado entre seres humanos na China.
- Não se trata de uma mutação do vírus, com capacidade de transmissão entre humanos. Ele não tem essas características biológicas - ressaltou.
Não foi possível identificar como o filho, de 24 anos, contraiu o vírus, já que ele não teve contato com aves mortas, segundo um comunicado do Ministério. Não houve novos casos na província afetada (Jiangsu) nas semanas seguintes, e o pai se recuperou da doença.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu que uma mutação que permita ao vírus H5N1 se transmitir com facilidade entre humanos poderia causar uma pandemia capaz de matar milhões de pessoas.
Segundo a OMS, por enquanto os casos de transmissão "limitada" entre humanos não são causa de alarme mundial. Em todos houve, como no caso chinês, contato "muito próximo" entre os doentes.
Desde 2003 foram registrados no mundo todo 348 casos de gripe aviária em seres humanos, com 216 mortes, em 14 países, pelos últimos dados da OMS.
Reino Unido - O primeiro-ministro britânico Gordon Brown afirmou que o governo está pronto para evitar a propagação da gripe aviária no país. Três cisnes foram encontrados mortos em uma reserva natural, em Dorset, e exames confirmaram que foram contaminados com o tipo letal do vírus influenza.
Egito - Com a morte de mais uma mulher, de 25 anos, infectada com o vírus H5N1, o mais letal do tipo, nesta quinta-feira (10), o governo do Egito também entra em estado de alerta para tentar se proteger da ameaça de epidemia. Em dezembro, outras quatro pessoas morreram infectadas pelo vírus. Só no país, já são 17 mortes por causa da doença.