Traços do iodo radioativo que vazou da usina nuclear do Japão danificada por um terremoto foram detectados no extremo oriente da Rússia, mas não apresentavam riscos à saúde, disseram autoridades nesta terça-feira.
Segundo o diretor do serviço meteorológico da região, Boris Bulai, a concentração é mais de 100 vezes menor que o nível aceitável e não apresenta nenhuma ameaça à saúde das pessoas.
Índices de radiação de entre 7 e 16 microroentgens por hora foram detectados em Primorye durante o período, medidas dentro do normal, disse o serviço. Autoridades russas dizem que até 30 microroentgens por hora é considerado seguro.
A capital de Primorye, Vladivostok, é uma cidade de 600 mil habitantes, localizada do outro lado do Mar do Japão, aproximadamente 800 quilômetros a noroeste da usina nuclear Fukushima Daiichi.
Depois do terremoto e do tsunami de 11 de março, moradores preocupados no extremo oriente da Rússia buscaram pílulas de iodo para proteger suas glândulas da tireóide, e criaram uma série de fóruns na Internet para monitorar a radiação.
Mas a porta-voz do serviço meteorológico Varvara Koridze disse que o movimento dos ventos desde o desastre indicavam que o iodo-131 detectado na região foi levado pelo vento no sentido leste a partir da usina, e deu a volta no mundo.
"Os ventos sopraram oeste-a-leste e as massas de ar se deslocaram pelos Estados Unidos e Europa", disse ela à Reuters.
Quantidades detectáveis de iodo-131, abaixo dos níveis de preocupação para a saúde humana, foram encontradas em áreas como Islândia, Canadá e alguns estados norte-americanos desde o terremoto de magnitude 9,0 e o tsunami que danificaram gravemente a usina no Japão.