O Japão desceu de segundo, com 7,8 por cento, para o quarto lugar, com 6,1 por cento, na listagem dos países por número de artigos publicados em revistas científicas internacionais conforme um relatório da Real Society publicado na terça-feira (29) em Londres, noticia a AFP.
Os Estados Unidos (EUA) permanecem no topo, mas veem a sua parte dos artigos publicados diminuir, de 26,4 por cento para 21,2 por cento nestes períodos.
A evolução da China levou-a do sexto lugar por número de artigos publicados no período 1999-2003 (4,4 por cento do total) para o segundo, com 10,2 por cento do total no período 2004-2008, desbancando o Japão.
O Reino Unido mantém a terceira posição, graças a um aumento da produção publicada, de 6,5 por cento para 7,1 por cento.
A maior parte dos países ocidentais entre os dez primeiros viram o seu número de publicações descer, em proveito de países emergentes, como China, Brasil, Índia e inclusive Iran, Tunísia e Turquia.
A Alemanha, na quinta posição, publica 6,0 por cento contra 7,0 por cento na listagem anterior, e a França no sexto lugar vale agora 4,4 por cento dos artigos publicados, contra 5,0 por cento anteriormente.
“O mundo da ciência muda e novos atores aparecem”, constatou Chris Llewellyn Smith, que dirigiu o estudo da Royal Society, em comunicado.
“Além da escalada da China, vemos a ascensão do Sudeste Asiático, do Oriente Médio, da África do Norte e de outros países (…), nenhuma nação historicamente dominante pode descansar sobre as suas conquistas se quiser manter a vantagem em termos de competitividade”, acrescentou.
No caso concreto da Tunísia, por exemplo, o peso da investigação, expresso em termos de percentagem do produto interno bruto, passou de 0,03 por cento para 1,25 por cento.
Outro traço do estudo é a identificação da cooperação entre equipas de países diferentes, apurando-se que 35 por cento artigos são agora resultado de cooperações internacionais, o que compara com 25 por cento há 15 anos.
A Royal Society fez o seu estudo com o grupo editorial Elsevier, que publica duas mil revistas científicas.