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Publicado em  18/01/2012 16:25

Mais cinco corpos são resgatados de navio que naufragou na Itália

Corpos estavam submersos na parte da popa do navio. Com esses, o número de mortos sobe para 11

- Agência Brasil

Os mergulhadores da guarda costeira italiana encontraram ontem (17) mais cinco corpos de vítimas do naufrágio do navio Costa Concórdia, que bateu num rochedo próximo à Ilha de Giglio, na costa da Itália no fim de semana. Os corpos estavam submersos na parte da popa do navio. Com esses, o número de mortos sobe para 11.
O navio Costa Concórdia levava mais de 4,2 mil passageiros, sendo 53 brasileiros. Mais de 20 pessoas estão desaparecidas, a maioria de origem alemã.
A empresa Costa Cruzeiros, proprietária do navio, acusou o capitão Francesco Schettino de fazer uma rota não autorizada, levando o navio a ficar mais próximo da costa do que deveria. Também há suspeitas de que Schettino tenha abandonado o local sem ajudar nos resgates.
Os passageiros que estavam no Costa Concórdia deram entrada em um processo judicial contra a empresa proprietária do navio. A ação foi ajuizada pela associação de consumidores italianos. Mais de 70 passageiros que estavam no navio adeririam à ação coletiva por danos morais e materiais.
Segundo a associação, o objetivo é que cada um dos passageiros obtenha uma indenização de pelo menos 10 mil euros. A ação foi apresentada ao Tribunal de Gênova e terá que ter sua admissibilidade declarada por um juiz da Corte, o que deverá levar alguns meses.
Caso a ação seja aceita, os passageiros – italianos ou estrangeiros – terão 120 dias para se juntar ao processo. A apresentação da ação também pode levar a empresa dona do navio a tentar um acordo extra judicial.
Dois passageiros que vivem na França - Patrice e Tatiana Vecchi - que também estavam no navio, resolveram ajuizar uma ação contra a empresa dona do navio por não dar assistência à pessoa em perigo, colocar em risco a vida de terceiros, homicídio involuntário e desrespeito das regras de segurança.
A queixa será apresentada ao delegado do Ministério Público de Toulon. Eles querem constituir um processo conjunto e esperam que mais vítimas entrem na ação.


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