BERLIM - Os ministros de Trabalho do G8 - grupo dos sete países mais industrializados e a Rússia - iniciaram no dia 6 na cidade alemã de Dresden uma reunião de três dias para discutir, entre outros temas, os aspectos sociais da globalização.
Os ministros de Alemanha, França, Grã-Bretanha, Itália, Estados Unidos, Canadá, Japão e Rússia também debaterão estratégias para aumentar a oferta de emprego, a melhora do sistema de seguridade social nos países emergentes e em desenvolvimento, e a responsabilidade social das empresas.
Representantes das cinco principais nações emergentes (China, Índia, México, Brasil e África do Sul) estão na reunião, que também tem como objetivo preparar a cúpula de chefes de Estado e Governo do G8, prevista para acontecer em maio no balneário de Heiligendamm.
No início da reunião, o ministro do Trabalho alemão e anfitrião do encontro, Franz Müntefering, exigiu dos países do G8 que a esfera social seja fundamental e permanente em suas deliberações.
"Economia, ecologia e o social devem se desenvolver de maneira paralela e equilibrada", disse o também vice-chanceler alemão, que considera que uma globalização preocupada com os aspectos sociais "trará bem-estar a todas as pessoas do mundo, será aceita e, com isso, contribuirá para promover a paz".
Após destacar que "devemos levar pelo mundo a idéia de que o social é uma potente força econômica", Müntefering disse ser urgente contribuir para que a proteção social se estenda aos países emergentes e em desenvolvimento.
O ministro lembrou que atualmente apenas 20% dos habitantes do planeta desfrutam de "uma proteção social boa ou, pelo menos, suficiente", e defendeu a aplicação de padrões como os reivindicados pela Organização Mundial do Trabalho (OMT).
Franz Müntefering afirmou que a conferência de ministros de Trabalho do G8 relaciona-se diretamente com o fato de a Alemanha estar na Presidência rotativa da União Européia, já que o Governo alemão considera as questões trabalhista e social prioritárias de sua política.
Participam da reunião 120 especialistas, entre eles representantes da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), da OMT, do Banco Mundial e de várias empresas com ampla atuação social.