ASSUNÇÃO - Seis dos supostos seqüestradores do empresário japonês Hirokazu Ota, liberado no dia 20 de abril, foram mortos após uma troca de tiros com a polícia paraguaia no último sábado, informaram no dia 7 as autoridades daquele país.
A operação, que resultou no assassinato de cinco homens e uma mulher - em cujo poder foram encontradas armas de uso militar -, ocorreu em Mingá Guazú, a 300 quilômetros de Assunção, segundo um comunicado divulgado pela Polícia Nacional.
Os mortos foram identificados como Rildo Ramírez, Cristian Morales, Nancy Martínez, Julio César González, além de um menor de 16 anos, sobrinho de Amancio Leguizamón, também abatido no confronto. Leguizamón era dono da propriedade que serviu de cenário para o tiroteio entre a polícia e os suspeitos. A maioria dos falecidos já possuíam antecedentes por homicídio, seqüestro e roubo, por exemplo.
O chefe da operação, Rogelio Ortúzar, chegou a ser atingido no ombro pelos bandidos, mas escapou ileso por causa do colete à prova de balas que vestia. Entre as armas encontradas com os supostos seqüestradores havia fuzis, metralhadoras, escopetas e pistolas.
LIBERDADE - Juntamente com o empresário japonês Hirokazu Ota, os criminosos acabaram liberando, no último mês, o policial Rafael Ramos e sua namorada Nancy Giménez, que foram mantidos reféns por terem presenciado o assalto. A secretária de Ota, Sawako Takayama, foi liberada dez dias depois do seqüestro.