No final de semana, os ministros das Finanças e os presidentes dos bancos centrais dos sete países mais ricos do mundo se reuniram em Washington para discutir a crise financeira global.
Ao final do encontro de dois dias eles divulgaram um plano de ação composto de cinco compromissos:
1) usar todos os recursos possíveis para evitar a falência de grandes bancos.
2) descongelar o mercado de crédito e ações e garantir que os bancos tenham acesso à liquidez.
3) assegurar que as instituições financeiras possam levantar capital em fontes públicas e privadas.
4) dar consistência para que os pequenos correntistas continuem tendo confiança na segurança dos depósitos.
5 ) adotar medidas para restabelecer o mercado de hipotecas.
Os líderes disseram ainda que todas as medidas devem priorizar a proteção aos contribuintes e evitar efeitos prejudiciais em outros países. O G7 é formado pelos Estados Unidos, Canadá, Japão, Inglaterra, Alemanha, França e Itália.
O secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, disse que os Estados Unidos devem comprar ações dos bancos para injetar capital nas instituições financeiras em crise. O resgate, aprovado pelo Congresso, é de 700 bilhões de dólares.
Foi a primeira vez que o governo norte-americano recorreu a uma medida desse tipo desde a grande depressão dos anos 30.
Mas o presidente George W. Bush também cobrou medidas conjuntas dos outros principais mercados.
"A resposta mundial à crise econômica deve ser coordenada", disse Bush, que insistiu: "estamos metidos nisso juntos, e sairemos juntos".
A semana passada foi uma das piores na história para os mercados financeiros internacionais, que registraram perdas recordes.
Mas a reunião do G-7 já parece estar fazendo efeito.
Na segunda-feira (13) o índice Dow Jones da Bolsa de Valores de Nova York fechou as negociações com mais de 11% de aumento, o primeiro fechamento em alta depois de 9 dias consecutivos de queda. Em relaçâo à sexta-feira subiu 936 pontos, situando-se em 9.387 pontos. Foi o maior ganho em um só dia já registrado em 75 anos. O maior foi em 15 de março de 1933.
A bolsa de Valores de Tokyo, que ontem esteve fechada por causa do feriado do Dia do Esporte, começou bem as negociações de hoje (14).
Às 9h15, o índice Nikkei já registrava aumento de 398 pontos em relação à sexta-feira, situando-se em 8.675 pontos.
Na sexta-feira, Tokyo teve o pior desempenho desde 28 de maio de 2003, com o índice Nikkei fechando com 8.276 pontos.
No mercado de câmbio, o dólar também começou o dia em alta. Depois de fechar cotado abaixo dos 100 ienes na sexta-feira, hoje às 9h estava cotado em 102,60 ienes para a compra e 102,65 ienes para a venda.