Mundo


Publicado em  04/04/2007 17:20

Policiais investigam seqüestro de japoneses

Uma das vítimas, Hirokazu Ota, é representante e líder da seita sul-coreana Moon no Paraguai

- Efe


ASSUNÇÃO - Cerca de 100 policiais foram destacados no dia 3 no leste do Paraguai para investigar o seqüestro do empresário japonês Hirokazu Ota, responsável pela seita religiosa Moon nesse país.

O porta-voz da Polícia Nacional, Rubén Rosas, disse a Efe que o contingente é liderado pelo sub-comandante dessa instituição, Pedro Méndez, e que os encarregados do caso "pediram absoluta discrição" para não atrapalhar as investigações.

Ota, de 62 anos, foi seqüestrado no dia 1, junto com sua assistente, Sawako Yamaguchi, no quilômetro 185 da estrada que liga Assunção e Cidade do Leste, na fronteira com o Brasil, por um grupo armado que também levou um policial e sua namorada, que presenciaram o fato. Os suspeitos exigem US$ 150 mil de resgate.

O japonês havia partido de Cidade do Leste em direção a Assunção, enquanto o agente Rafael Ramos Balmori, do Departamento de Delitos Financeiros da Polícia Nacional, se deslocava em sentido contrário. "O oficial comunicou a base de que estava presenciando um ataque com armas longas, no quilômetro 185, onde foi encontrado seu telefone celular", disse Rosas. Segundo testemunhas, os seqüestradores vestiam uniformes militares e da polícia.


CRIME COMUM - O seqüestro aconteceu em Caaguazú, no limite com Alto Paraná, em uma região onde nos últimos anos tornaram-se comuns os ataques a veículos por parte dos "piratas do asfalto". Além disso, foram registrados este ano pelo menos cinco seqüestros, o último dos quais a vítima foi o comerciante libanês Mohamed Fayez Barakat liberado no dia 27 de março após 20 de cativeiro.

Barakat, de 36 anos e proprietário de uma loja de eletrônicos em Cidade do Leste, foi seqüestrado em Foz do Iguaçu e abandonado na mesma estrada onde foi interceptado o empresário japonês.

Ota reside no Paraguai há 10 anos e desde outubro preside a empresa "Victoria S.A", do grupo religioso liderado pelo sul-coreano Sun Myung Moon, que controla extensas propriedades de terra no norte do país, na fronteira com o Brasil.

Parte dessas propriedades, cerca de 52 mil hectares, que inclui Puerto Casado, uma cidade de 6 mil habitantes, foi desapropriada pelo Congresso paraguaio em 2005.


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