Mundo


Publicado em  15/04/2008 17:28

Rússia e Japão querem continuar diálogo para tratado de paz

Chanceler russo Serguei Lavrov anuncia reunião em junho em Tokyo para preparar Cúpula do G8

- Efe

Reuters
Os-ministros-das-Relacoes-Exteriores-Sergei-Lavrov-dir.-da-Russia-e-Masahiko-Komura-do-Japao
Os ministros das Relações Exteriores, Sergei Lavrov (dir.) da Rússia, e Masahiko Komura do Japão, durante encontro em Moscou, no dia 14

MOSCOU - Os ministros de Assuntos Exteriores russo, Serguei Lavrov, e japonês, Masahiko Komura, entraram em acordo ontem (14) sobre a necessidade de continuar o diálogo para assinar um tratado de paz e acabar com a disputa pela soberania das Ilhas Kuriles.

"Não temos uma idéia concreta de como resolver o problema", declarou Komura, que acrescentou que Rússia e Japão continuarão as negociações para encontrar uma "solução aceitável para as duas partes".

Já Lavrov afirmou que as negociações significam um "trabalho intenso que requer paciência" e acrescentou que "as duas partes estão decididas a avançar" neste assunto.

O Japão quer a devolução do arquipélago, sob domínio russo desde 2 de fevereiro de 1946, enquanto a Rússia insiste em assinar primeiro o tratado de paz, pendente desde o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Lavrov também declarou que o presidente russo eleito, Dmitri Medvedev, participará em julho da Cúpula do G8 - os sete países mais desenvolvidos do mundo e a Rússia - no Japão, onde está previsto um encontro deste com o primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda.

"A respeito do Japão concordamos em realizar consultas especiais no início de junho em Tokyo para preparar este encontro", anunciou.

O chefe da diplomacia russa se mostrou convencido de que a reunião entre Medvedev e Fukuda fortalecerá as relações entre os dois países: "Estamos mutuamente interessados em que este encontro dê um novo impulso à construção de uma cooperação construtiva", acrescentou.

Por outro lado, Lavrov sugeriu que o Japão participasse da criação de um sistema antimísseis global.

"Continuamos pensando que o melhor procedimento é a criação de um sistema global antimísseis que inclua Estados Unidos, Europa, Rússia e todos os países interessados, assim como, é claro, o Japão", ressaltou.


Veja mais
Bookmark and Share Enviar Enviar       Imprimir Imprimir    Comentar Comentar  Corrigir Corrigir   Diminuir fonte Aumentar fonte    

COMENTÁRIOS

COMENTE ESTA NOTICIA
caracteres podem ser digitados
TERMOS DE USO: O ipcdigital.com tem o prazer de oferecer a seus usuários a oportunidade de fazer comentários. Procure ser polido e educado nos seus comentários para que possamos mantê-lo no site. Comentários que contenham ameaça, ofensa, palavrão, apologia ao crime ou racismo serão deletados.Assim como piadas sobre tragédias pessoais. No entanto, devido à característica interativa da internet é impraticável para nossa equipe monitorar todos os comentários. Como o ipcdigital.com não controla os comentários enviados por seus usuários, eventualmente você poderá encontrar comentários ofensivos ou inapropriados. Caso isso ocorra, clique aquie denuncie.